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21 de fev de 2014

CLIMA TENSO: Vereadores trocam acusações graves

Foto Eudes Marinho / Itapecuru Agora.com
Todos os legisladores de Itapecuru-Mirim estavam presentes na sessão da última quinta-feira (20 de fevereiro) na Câmara Municipal de Vereadores. Em um plenário lotado de servidores públicos, notou-se que as grandes discussões vistas no ano de 2013 terão continuidade em 2014.

Fazendo o uso legal da palavra, o Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Jorge Santos Silva disse esperar que a Câmara aprove o Plano de Cargos e Carreiras dos Servidores da Saúde, e disse que será um defensor da não discriminação dos funcionários, alegando que estaria sendo oferecida gratificação de R$ 150 para que Técnicos em Enfermagem realizassem serviços de limpeza em seus locais de trabalho. Segundo Jorge, tal fato é inadmissível e vergonhoso. Sobre Educação, o mesmo denunciou que R$ 200 mil foram pagos para Precatórios com dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e não com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – o que seria o correto.

De volta à Câmara, o vereador Abraão Nunes Martins Neto (PT do B) não se esquivou de prestar esclarecimentos à população sobre a sua prisão, no final de 2013, sob acusação de participação em um assassinato e porte ilegal de armas. Abraão parabenizou a imprensa itapecuruense por ter agido com ética durante o ocorrido. O vereador disse que a prisão foi um filme triste, no qual ele era um personagem. O mesmo relatou que tal ato foi irregular, arbitrário e abusivo, infringindo todas as garantias constitucionais que ele tinha. “Fui algemado sem necessidade. Fui cercado por 3 viaturas, 12 homens armados e 1 helicóptero, sem oferecer resistência, e fui preso sem justificativa”, afirmou Abraão, que ainda disse que não tinha compatibilidade ser preso em Itapecuru e autuado em São Luis. O mesmo ainda revelou que muitos membros da Polícia só proferem prisões para satisfazer os anseios da sociedade. “A maior injustiça foi cometida pela justiça. Sou inocente. Provei para Deus e para a Justiça dos Homens”, elucidou o Vereador.Sobre as armas, Abraão disse que, das quatro apreendidas, duas são deles e tem porte, uma não é dele, e a outra data do século XIX. 

Ainda fazendo o uso da palavra, o vereador, portando um documento da Secretaria de Segurança Pública, denunciou o Presidente do Sindicato Jorge Santos Silve e os vereadores Edna Teixeira Martins (PC do B) e José Carlos de Araujo Vieira Junior (PTC), por tentarem, durante a sua prisão, fazer de tudo para tirarem-lhe o mandato de vereador. Abraão ainda afirmou que Dr Carlos Junior teria dito que o vereador preso iria dar um tiro na cara de um homem identificado como Agente Augusto. “O nome do Judas dessa Câmara também começa com a letra “J”. Dr Carlos Junior grava escondido conversa com os demais vereadores para chantageá-los depois. Por isso nunca mais conversei com ele”, concluiu Abraão, que agradeceu o apoio do Prefeito Magno Amorim e dos demais vereadores.

O vereador Carlos Junior, mesmo afirmando que o silêncio é a melhor das respostas, decidiu rebater as denúncias feitas a ele. Negando tudo o que foi dito por Abraão e dizendo não ter medo dele, Carlos Junior disse que a vida particular dos demais vereadores não lhe interessa e que espera que a dele não interessa a ninguém, mas garantiu que se ele quisesse prejudicar Abraão, já teria feito isso, pois, durante o período das manifestações, teria recebido uma mensagem do ex-vereador Samoel Campelo dizendo que homens tentariam tirar-lhe a vida e que os mesmos eram comparsas do vereador Abraão. “Não lhe denunciei porque sua vida não me interessa. Tome cuidado com o que fala. Vamos deixar a vida particular de lado”, disse Carlos Junior, que ainda elucidou que o que interessava na sessão era a votação do Plano de Cargos e Carreiras dos Servidores Públicos, que, segundo ele, é um avanço para a correta valorização do funcionário público, remontando assim ao início de 2013, quando foi contrário aos mais de mil contratos criados e que, para ele, hoje denotam pura ineficácia da gestão municipal, quando observam-se funcionários da saúde com salários atrasados. 

Fazendo o uso da palavra, a Vereadora Edna Teixeira Martins respondeu as denúncias do vereador Abraão, e pediu que o mesmo deixasse de responsabilizar o Dr Carlos Junior por tal fato, pois partiu dela a iniciativa de ir à Delegacia de Polícia Civil para cobrar apurações sobre a suposta tentativa de assassinatos dela, do Dr Carlos Junior, do Presidente do Sindicato e de outras duas pessoas, que ela não quis identificar.

Amenizada a polêmica, Rogério Maluf Gonçalves (PRP) relatou o Plano de Cargo, Salário e Carreiras dos profissionais da Saúde de Itapecuru-Mirim em 15%, que está dentro da realidade financeira do município e que é um marco para a cidade. Tal plano foi aprovado por unanimidade na Câmara.Após as defesas pessoais, a sessão foi encerrada.  

Matéria extraida do site:http://itapecuruagora.com/
 
 
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