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2 de abr de 2014

“BAIXO ESCALÃO”

 Em discussões, dois vereadores referiram-se assim ao discurso do outro

Foto Eudes Marinho / Itapecuru Agora.com
Que oposição e governo não dão trégua em seus embates na Câmara, isso já não é novidade para nenhum itapecuruense, que já se habitou ao célebre bate-boca entre José Carlos de Araujo Vieira Junior (PTC) e Rogério Maluf Gonçalves (PRP). Na sessão da última segunda-feira (31 de março) não foi diferente. A surpresa é que os protagonistas do encontro dos legisladores foram os vice-líderes dos blocos.

Vale lembrar da recente queda do forro da Escola Municipal Manfredo Viana, onde, conforme mostrou o Itapecuru Agora, a vereadora Edna Teixeira Martins (PC do B) foi impedida de entrar no estabelecimento de ensino, mesmo que a parlamentar tivesse o intuito de ajudar na resolução do problema. Abraão Nunes Martins Neto (PT do B) não concordou com as queixas da vereadora, e ainda denunciou que ela lutou para abonar uma falta de sua irmã, que é professora da rede municipal de ensino.
Em discurso na tribuna, a Professora Edna disse que usaria um tom idêntico ao de Abraão e apelaria para uma fala de baixo escalão. “Quem tem rabo de palha, não passa perto do fogo”, e foi assim que ela pediu que o vereador respeitasse a sua família, e usasse a tribuna meramente para cumprir a sua função política e deixasse questões particulares para serem resolvidas fora da Câmara, alegando que ela é o único membro de sua família que é ligado à política. Afirmando que a sua irmã irá buscar medidas legais contra o caso, Edna disse que a imunidade parlamentar tem limite, e se Abraão se julga um grande conhecer jurídico, pois então que ele apresentasse sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.
A respeito da situação da infraestrutura da Escola Manfredo Viana, a vereadora reafirmou que sua intenção era a resolução imediata do caso, e disse que se ela quisesse prejudicar, ela teria entrado em contato com Dr Carlos Junior (seu companheiro de oposição), porém isso não fez, pois preferiu telefonar para a vereadora Eliane Cardoso Santos (PP) – membro da Comissão de Educação. Sobre a questão do abono de falta, ela questionou quem era Abraão para reclamar de tal fato, e disse que houve um problema de comunicação por conta de um seminário da Universidade Estadual do Maranhão, e que a Secretária Municipal de Educação Elisângela Maria Marinho Pereira reconheceu que as professoras não tiveram culpa e determinou a suspensão da falta.
Em resposta, Abraão Martins disse que se tornou baixo para que, em seus discursos, ele se colocasse no mesmo nível da oposição. Baseado nisso, o vereador estranhou o pedido de respeito da Professora Edna, e disse que foi justamente ela quem teria sido a primeira a chamar a ex-vereadora Sebastiana Costa Cardoso de câncer legislativo, e seu filho, o vereador Ronilson Costa Cardoso (PSD), de braço direito desse câncer. Edna negou tal denúncia.
A respeito do problema na Escola Manfredo Viana, Abraão disse que Edna deveria usufruir de sua experiência como vereadora, e ir conversar diretamente com a Secretária de Educação Elisângela Marinho e não ficar de bate-boca com diretora de escola. O mesmo ainda disse que a tribuna da Câmara é livre, e assim fica reservado a ele e aos demais edis o direito de falar o que quiser. Logo sua postura não tem nada de anormal – fato que faz com que ele afirme não temer nenhum processo.
Sobre o pedido de Edna para que ele apresente sua carteira da OAB, Abraão pediu para que ela honrasse sua função como professora e parasse de falar com erros gramaticais, referindo ao termo “baixo escalão”, dito pela vereadora Edna, quando o termo correto é “baixo calão”.
Após as defesas pessoais, a sessão foi encerrada.
Informações do Site Itapecuruagora.com
 
 
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