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17 de out de 2017

Em Itapecuru, Roseana e Geddel estiveram juntos em mais desvios de verbas para vítimas das enchentes

Os relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) sobre a aplicação dos R$ 35 milhões (R$ 79.475.126,63 em valores corrigidos com aplicação de juros, segundo o sistema de atualização de débitos do Tribunal de Contas da União) que Roseana Sarney recebeu do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para combater os danos provocados pelas enchentes de 2009, revelam supostos desvios envolvendo a ex-governadora e seu amido de PMDB. 

Realização de pagamentos indevidos mediante recebimento fictício de obras não realizadas, dispensa indevida de licitação e a pavimentação asfáltica de péssima qualidade, são algumas das marcas registradas pela fiscalização da CGU.

A controladoria calcula que 50,25% dos recursos foram aplicados irregularmente, o que pode obrigar a população maranhense a devolver bem mais do que os R$ 18 milhões (corrigidos) propostos pelo parecer técnico do Ministério da Integração, ao reprovar parcialmente a prestação de contas do referido convênio.Os registros fotográficos da fiscalização in loco (entre  novembro e dezembro de 2010) das obras emergenciais de pavimentação urbana em Itapecuru dão um trágico exemplo do que foi o governo Roseana no trato do interesse público.


Em Itapecuru Mirim, um dos mais atingidos pelas cheias, a inspeção não encontrou indícios das intervenções contratadas (pavimentação, meio-fio e sarjeta) à Conscilter – Construção Civil em Geral, Proj. Insta. E Terraplanagem LTDA nas ruas Raimundo Álvaro Mendes, Benedito Buzar, Deputado José Bento Neves, Luís Ferraz e Felício Cassas; além de vias com obras parcialmente executadas.

Para completar, a CGU destaca uma característica do governo Roseana, que é a façanha de maquiar obras com material e serviços de má qualidade. E diz no relatório, que em todas as sete ruas que foram efetivamente pavimentadas, “constatou-se a fragilidade do revestimento asfáltico empregado devido à colocação de camada asfáltica muito mole, ocasionando a cessão do asfalto em vários trechos. Ademais, em alguns pontos ao longo da extensão das vias, verificamos que a espessura da camada de pavimentação é menor que a especificada no plano de trabalho (2,0 cm)”.

O resultado foi um prejuízo aos cofres públicos de R$ 187.855, 83, que devem ter ido pela sarjeta, a mesma que levou o dinheiro do hospital de Rosário e fez a alegria e a eleição de muita gente.

Informações da CGU
 
 
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