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5 de dez de 2017

Laudo de análise da água do Rio Itapecuru aponta causa de mortandade de peixes

Por Verislene Alves

A mortandade de peixes no Rio Itapecuru, em Aldeias Altas e Codó, denunciada por meio de vídeo em meios de comunicação e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) recebeu, no dia último dia 17 de novembro, chamou atenção. Por esse motivo, a Sema coletou amostras da água do rio para investigar as causas do desequilíbrio ambiental.

As amostras da água foram submetidas a exames bacteriológicos e de materiais sedimentáveis. Os parâmetros físico-químicos foram aferidos in situ: temperatura do ar e temperatura da água, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, salinidade, sólidos totais dissolvidos e turbidez.

Após 15 dias, a SEMA divulgou o laudo das análises das amostras coletadas. No corpo hídrico em questão não foi encontrada nenhuma evidência de óleos e graxas, materiais flutuantes, resíduos ou despejos.

Segundo técnicos da SEMA, visualmente não foi possível presenciar no trecho da ocorrência a existência de organismos vivos de peixes afetados por algum possível lançamento inadequado. Os técnicos também relataram que não foi encontrado nas margens do rio peixes mortos e não foi observado lançamento de efluentes da empresa denunciada.


Durante a análise, foram detectados valores de materiais sedimentáveis e coliformes fecais acima dos limites permitidos para lançamentos de efluentes (CONAMA 430/ 2011) e balneabilidade (CONAMA 274/2000), respectivamente. Os resultados altos de coliformes fecais indicam que o rio estava, no momento, impróprio para balneabilidade.

Verificou-se que os níveis de oxigênio se mantiveram constantes nos pontos investigados. Porém, devido à gravidade da ocorrência, faz-se necessário um estudo de trecho mais amplo do rio em questão.

“Assim que tomei conhecimento enviei imediatamente nossa equipe composta por fiscalização, monitoramento e químicos do Laboratório de Análises Ambientais, que coletaram amostras de água para análise, para que assim pudéssemos tomar as medidas cabíveis”, disse o secretário da SEMA, Marcelo Coelho.
 
 
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