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Prefeito e Sargento da PM discutem por causa de blitz realizada em Anajatuba

Prefeito de Anajatuba Sydnei Pereira (à esquerda) e sargento da
PM José Roberto (à direita). (Foto: Reprodução).
ANAJATUBA - O prefeito de Anajatuba Sydnei Pereira (PCdoB) e o comandante da 4ª cia do 28º BPM sargento José Roberto se desentenderam, por ligação telefônica, após uma blitz em que o policial apreendeu motos no município.

Pela conversa, o prefeito ligou para saber do que se tratava a ação do sargento nas ruas. Ele explicou que realizava blitz e fez apreensão de 10 motos. Daí para frente, começou uma discussão entre os dois.

"Fiz uma blitz. Apreendi só umas 10 motos", responde o sargento Roberto. "Não me faça mais um negócio desses, por favor, numa época dessa dessas. Nós estamos só a uma semana de uma eleição", aponta o prefeito Sydnei Pereira.

Em um momento da conversa, o sargento diz: "se eu fiz alguma coisa errada, acione o Ministério Público. Agora, se eu 'tô' fazendo correto, deixa eu fazer meu serviço, eu não 'tô' interferindo no seu serviço como prefeito".

A discussão fica mais séria quando o prefeito afirma: "faça seu serviço pra ver se você consegue andar em Anajatuba". De imediato, o comandante Roberto indaga: "o senhor 'tá' me ameaçando, que eu não vou poder andar em Anajatuba. Eu ando de peito aberto aqui". "Não, eu não tô ameaçando", contesta Sydnei.

Em resposta à TV Mirante, o prefeito Sydnei Pereira informou que apenas reclamou da forma agressiva como o policial fazia a blitz e que, em nenhum momento, o telefonema teve motivações políticas.

Por meio de nota, a Polícia Militar do Maranhão informou que será instaurada uma sindicância para apurar a conduta do sargento José Roberto Gonçalves Alves, no município de Anajatuba, frente às normas e regulamentos da corporação. A PM informou ainda que o sargento foi chamado para a sede do Batalhão, que fica em Itapecuru Mirim, a fim de dar os devidos esclarecimentos. E por fim, que no cumprimento de suas funções institucionais, cabe ao Comando zelar para que nenhuma ação policial vise interferir no processo eleitoral, nem a favor nem contra qualquer candidato.

Do Imirante.